domingo, 5 de outubro de 2008

L'Amour éternel

"À cause des garçons..."

O amor eterno, daqueles que teoricamente duram para a vida toda, existe mesmo?

A maioria das pessoas do mundo todo, independentemente de raça, cor, sexo, nível educacional, renda, já teve uma desilusão amorosa (vide produção artística - músicas, poesias, contos, pinturas, entre outras - com base nesse tema). Portanto, pressuponho que seja uma condição mundial. Creio que grande parte das pessoas me entende, então.

A culpa de qualquer coração partido é a paixão. Ela chega sem avisar, sem dar nenhum indício de que está se aproximando, muito menos da mudança que vai causar em você. E ela chega. Sem bater na porta, sem perguntar pro porteiro se pode entrar. Ela derruba a porta e simplesmente toma conta do seu coração, da sua respiração, do seu olhar do seu beijo e do seu pensamento. É a sua nova condição de existência. E você gosta disso, você se surpreende como o mundo sempre foi mais colorido e você não tinha a menor idéia de que isso era possível.

Mas é nesse momento em que o final nem sempre é você que decide. Ela pode tomar dois rumos:

1. O primeiro é aquele comumente relatado pelos famosos irmãos Grimm em seus contos. Em que imaginamos que o casal será "feliz para sempre" e em que a paixão será permanente mesmo com o convívio diário. E em que o amor enfrentará barreiras e de fato durará até a morte.

2. O outro rumo é aquele por qual eu creio que a maioria das pessoas já passou. É o que disvirtua o sentimento bom e se transforma em uma penca de outros sentimentos: ciúmes, possessão, insegurança e, por vezes, até violência (seja verbal ou física). Daí, surgem-se outros comportamentos não exemplares, e que nos trazem à discussão da desilusão mundial.

A partir deste segundo rumo, temos os corações partidos, as vidas alteradas e as crenças perdidas. Não é mais possível acreditar em amor eterno? Talvez seja, pois que seja eterno enquanto dure. Mas é diferente. É o mesmo que você tomar sorvete hoje. A primeira vez que você tomou foi incrível. Hoje também pode ser incrível, mas não tanto quanto foi daquela vez em que você era criança. É apenas diferente.

E essa pessoa que causou essa mudança em você se transforma na pessoa que marca a sua memória. E essa sim, é para sempre. Mesmo que os sentimentos tenham passado e a superação tenha chegado para aliviar a sua situação, a tal pessoa sempre será lembrada.

Voltando à pergunta inicial, se o amor eterno existe ou não, não sei a resposta ainda. Apenas que há amores eternos, sim, principalmente dos amigos. Estes são para sempre, independente de onde você esteja. Amizades duradouras devem ser exploradas artisticamente, pois merecem ser relatadas. São dádivas e são como jóias raras. E eu não abro mão das minhas.




Um comentário:

André Bastos disse...

passei por aqui... estou me iniciando à leitura!

tenho que m,e lembrar de entrar mais no Blog!

bjo
Carioca